domingo, 24 de abril de 2011

Um "tantinho" de Luís Fernando Veríssimo..

Escrevi uma vez que era um cético que só acreditava no que pudesse tocar: não acreditava na Luiza Brunet, por exemplo. Cruzei com a Luiza Brunet num dos camarotes deste carnaval. Ela me cobrou a frase, e disse que eu podia tocá-la para me convencer da sua existência. Toquei-a. Não me convenci. Não pode existir mulher tão bonita e tão simpática ao mesmo tempo. Vou precisar de mais provas.

Pensei vagamente em estudar arquitetura, como todo o mundo. Acabaria como todos que eu conheço que estudaram arquitetura, fazendo outra coisa. Poupei-me daquela outra coisa, mesmo que não tenha me formado em nada e acabado fazendo esta estranha outra coisa, que é dar palpites sobre todas as coisas.

Quando o casamento parecia a caminho de se tornar obsoleto, substituído pela coabitação sem nenhum significado maior, chegam os gays para acabar com essa pouca-vergonha.

Nunca usei bombacha, não gosto de chimarrão e nem de me lembrar da última vez que subi num cavalo. Aliás, o cavalo também não gosta.
Luís Fernando Veríssimo

3 comentários:

Carla Fernanda disse...

Crsi querida cheguei ainda a tempo de te desejar uma feliz Páscoa amiga!
Nunca me esquço de você e bela escolha de texto.
Beijossssssssssssssssssssss,
Carla

Carla Fernanda disse...

Bom dia Cris!!!!
Bela escolha de um texto muito legal querida.
Beijos!
Carla

Brasigrega disse...

O Veríssimo é excelente!
Tem texto ótimos e vc fez uma linda escolha!
Um grande abraço!